sábado, 21 de maio de 2011

Aprendizagem. . .

Podem dizer muitas coisas por aí, que idade significa sabedoria e maturidade, que os jovens não sabem de nada na vida, que os jovens pelo fato de não terem contas para pagar e família pra cuidar não sabem o que significa problemas.
Pois eu discordo totalmente dessas afirmações. O tanto de gente velha que existe por ai que vive pisando na bola e fazendo merda. O tanto de jovens que estudam e trabalham. E eu?! De fato que eu ainda sou uma guria com os meus 15 anos de idade, mas mesmo assim eu já aprendi muitas coisas, não, eu não aprendi tudo, até porque ninguém aprende, mas aprendi o necessário pra seguir em frente de cabeça erguida.
Eu aprendi que todo tempo, todo momento, nos é importante, os bons nos fazem sonhar e os ruins nos fazem refletir, no final ambos trazem muito a acrescentar. Eu aprendi o valor de um sorriso, vindo de mim ou de alguém importante despertar sensações inexplicáveis. É necessário valorizar as pessoas, nunca se sabe quem irá dar aquele abraço tão aguardado, todo abraço é importante e único, não depende da intensidade ou duração, mas sim a demonstração de carinho.
Antes eu tinha a vontade de responder sinceramente no Orkut a opção “Com relacionamentos anteriores eu aprendi...” invés de imaginar qualquer coisa e preencher a lacuna. Pois bem, eu aprendi a escrever sobre o que eu sinto e passei a entender porque tanta gente escreve sobre amor e sobre seus sentimentos, eu aprendi a compreender as verdades escondidas em um olhar, aprendi a aceitar que todos temos as nossas diferenças e é preciso conviver com isso. Hoje em dia sei a importância de uma frase carinhosa, sei que não posso guardar só pra mim o que penso e sinto. Mas eu também aprendi a lição mais importante da minha vida: aprendi a sofrer. Nunca antes eu tinha me decepcionado, me magoado com alguém, agora sei que não se pode confiar totalmente em ninguém, é uma pena eu sei, mas aprendi sentindo na pele, agora sei que mesmo que pareça egoísmo eu preciso pensar primeiro em mim, preciso me importar primeiro comigo e me valorizar, dificilmente alguém fará isso por mim. Enquanto várias pessoas querem ter boa memória, às vezes é melhor não ter, como diria o Nietzsche: “A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez”, é ótimo lembrar as aventuras bacanas, mas junto vem o fato de que também há memórias tristes e o fato de que dependendo do momento, o bom pode tornar-se ruim.
Hoje eu sei o que é hipocrisia, falsidade, traição, dor, decepção, eu sei por que aprendi com o coração, eu aprendi a chorar assim (os choros por coisas pequenas da infância era birra), eu aprendi passando noites acordada. E foi assim que aprendi a valorizar os meus amigos, a valorizar bons conselhos, risadas à toa, ligações duradouras, horas de internet. Aprendi que a minha família mesmo com seu jeito torto quer o meu bem, quer que eu consiga o que nem mais sei se eles conseguiram... Querem a minha felicidade. Eu sei que serão os meus estudos que me darão um bom futuro, pois descobri que eu definitivamente não sou o tipo de garota cujo maior sonho é entra na igreja com um vestido branco e o príncipe encantado e depois ficar sentada na varanda da casa com os filhos no colo, esperando o marido chegar.
E foram nas contradições da minha arrogância e simpatia, carisma e timidez, coragem e medo, decisão e insegurança, bondade e perversão, que eu aprendi que tem algo na minha vida que eu nunca irei aprender, eu nunca aprenderei o jeito certo de amar. Por quê?! Porque não existe jeito certo pra amar ué, a gente acaba amando e pronto, como e por que eu também não sei e você e sua avó também. É eu realmente ainda tenho muito que aprender. . .

sábado, 14 de maio de 2011

Miinhas amizades sz

Eu nunca me vi em tanta necessidade de carinho, atenção, companheirismo, amizade, proteção quanto eu me vejo hoje em dia. Família você sempre vai ter com você, o colo da mãe, os conselhos e broncas do pai, o ciclo de tapas e beijos com irmãos, mas você quer mais liberdade, mais liberdade pra sair, pra contar segredos e pra ser você. Ai que surge a necessidade de amigos. Sinceramente eu acho que os meus amigos são os meus tesouros.
Eu tenho uma extrema dificuldade pra confiar nas pessoas, confiar mesmo eu só confio em uns 4 ou 5 e mesmo que seja contraditório, eu tenho muitos amigos. Sim, parei com aquela história clichê de dizer que eu tinha poucos amigos e muitos colegas. Colegas eu tenho centenas, mas amigos eu tenho muitos. Eu tenho amizades de anos e que hoje em dia são as melhores, eu tenho amizades mais recentes e que me acompanham e me apóiam e tenho amizades ainda mais recentes que são como uma família.
Eu tenho suprido minhas necessidades de romance, de falta, de loucura com os meus amigos. É estranho como eu que geralmente sou anti-social, antipática e arrogante tenho conseguido construir tantas amizades. Alguns amigos discordam dessa minha descrição anterior, até porque com eles eu consigo ser infantil, simpática, companheira, conselheira, chorona e até meio romântica. Amigos fazem milagres.
De uns tempos pra cá eu vi que a minha amizade com a minha melhor amiga é realmente muito forte, aliás, muito forte sempre foi, mas agora é extremamente forte. Mesmo a distância nós duas estamos superando e o amor que nos une continua intacto e a saudade só me mostra o quanto eu preciso dela. E eu tenho vários outros amigos que me fazem rir, que riem de mim e comigo, que tem que aturar as minhas histórias doentes e repetidas, que eu tenho saudade a todo instante, que eu sempre acho que os amo mais, mas que em um abraço ou em uma frase eu começo a achar que eles também me amam. Eu tenho amigos que de um interesse viraram irmãos mais velhos.
Por falar em irmãos mais velhos, eu tenho uma família ainda maior que a biológica, eu tenho  pai, mãe, filhos, irmãs, irmãos, cunhadas, cunhados, comadre, sobrinhos, sobrinhas, primos. Pra quem disser que isso é besteira, não se engane, isso é muito sério, isso mostra sonhos meios tortos e demonstra importâncias que nós temos. Eu tenho futuros maridos e ficantes, tenho ex que viraram eternos, eu tenho os amores da minha vida. Tem uns que me conhecem melhor que eu mesma e tem uns que dizem me amar e nem mesmo me conhecem, mas nem por isso são menos importantes.
Os meus amigos são pra vida toda, os meus amigos são a melhor parte de mim. Os meus amigos eu amo de maneira inexplicável, eles estão dentro de casa, na escola, na outra rua, em outro bairro, tão na tela do computador (alguns somente nela), tão no celular. Os meus amigos tão onde eu preciso que estejam e eu tô a disposição pro que eles precisarem, porque amor, porque amizade... A gente leva pra sempre, como diria aquela música que eu nem gosto, mas que não  deixa de ser verdadeira “amigo é coisa pra se guardar no lado esquerdo do peito”.

A sociedade

É interessante como os alternativos se veem à margem da sociedade, sempre dizendo que a sociedade julga a todos e agride a todos que não fazem parte do seu padrão, que a sociedade é cruel e que a sociedade isso e aquilo. E a maioria das pessoas diz que todos somos iguais, que não pode haver preconceito, que somos todos cidadãos. Então quem é essa tal “sociedade” que todos falam?! Em tese nós somos a sociedade, não é mesmo?! Ou você não?! Quem não faz parte da sociedade, então?!
Se somos nós que a formamos, quem cria as regras e os padrões que devemos seguir?! Aliás, quais são os padrões?! Como é que devemos ser para estarmos no padrão?! Aliás, você conhece pessoas que se enquadrem totalmente no padrão?! Aff, eu nunca consigo responder a essas perguntas. Por quê?! Por que eu começo a achar que eu sou parte dessa sociedade, que sou cidadã como todos, que também sou adolescente. Mas acaba por ai, eu sempre me confundo, pois as pessoas ficam dizendo que somos todos iguais e depois que ser diferente é normal. Mas perai, eu sou igual a quem e diferente de quem?! Eu sou diferente de todo mundo e ao mesmo tempo sou cidadã e faço parte da sociedade. . . Agora confundiu. . .
#Mentira! Confundiu nada não (passei no IFMA pô e não fiz 15 pontos #piadainterna!). A verdade é essa, eu não acredito em padrão nenhum, até por que nunca conheci nem duas pessoas iguais, imagine toda uma sociedade. Cada qual tem suas diferenças e acho que isso que forma a sociedade, todas as diferenças juntas suprindo as necessidades e exagerando algumas vezes, faltando em outras. Sério, cansei desse lance de sempre “a sociedade isso, a sociedade aquilo”. Nós somos a sociedade, ela vem sendo construída sem que muitas vezes notemos. Assim como achamos ruim que às vezes a tal da sociedade nos critique, em outros momentos vamos lá e criticamos alguém e assim seguimos a vida.
Mas entendam, que eu tô generalizando as coisas, sempre vai ter algum hipócrita que foge da regra, que vai se achar o certinho, que vai dizer que o mundo todo tá errado, tá perdido, que sei lá em que tempo atrás não existia nada disso, que todos eram uns santos. Acorda meu filho! NUNCA. As diferenças SEMPRE existiram, duvido que mesmo na época das cavernas, todos fossem iguais, não. Não eram. O que acontece é que nosso mundo é formado pela moral, pelas normas e regras, por convenções que “ajudam” o convívio social.
Mas nada disso quer dizer que não existam os “diferentes”. Sim, existem os que já são diferentes ao extremo (talvez eu) e são justamente essas pessoas que não conseguem se encaixar na sociedade, pois mesmo com nossas semelhanças, mesmo com tudo, as pessoas não entendem (falo assim por me considerar mente aberta), quem sabe elas entendam algum dia, ou não.

sábado, 7 de maio de 2011

mudar o mundo. . .

De um tempo pra cá eu descobri que talvez tenha vocação para ser gremista. Não, eu não tô a fim de deixar de ser Flamenguista Corintiana, isso nunca (ainda mais com o Flamengo Campeão do Campeonato Carioca e o Corinthians na final do Paulista). Enfim, tô falando que eu talvez tenha vocação para participar de forma atuante em um grêmio estudantil. Após uma amiga me convidar para uma chapa para instalar uma grêmio na escola, eu comecei a me interessar sobre e o assunto e a tomar gosto pela coisa.
Quem acompanha o blog e quem me conhece pouco deve tá pensando: “como é que essa garota que posta tanta merda quer entrar para um grêmio?!” Confesso que até eu no começo pensei parecido, mas como eu sempre gostei de protestar, discutir e participar de qualquer coisa que tivesse a ver com a justiça, comecei a me interessar. Primeiro, eu sou totalmente contra a prática de ficar reclamando de tudo e de todos e não fazer nada pra mudar; sou contra injustiças e sou totalmente a favor da ideia de que, como já dizia o Rodrigo Netto (falecido integrante do Detonautas), juntos podemos mudar o mundo.
Cara, não adianta eu ser aluna de Meio Ambiente, passar 6 dias por semana, 5 horas por dia estudando maneiras de salvar o mundo, se dentro da minha própria escola eu não puder fazer nada pra mudar. Se eu não puder fazer algo pra ajudar um lugar que eu frequento todos os dias, que estão os meus amigos e pessoas que eu conheço, um lugar que não circulam nem mil pessoas, que dirá salvar o mundo com seus bilhões de habitantes.  Então tá decidido, eu vou despejar meu suor e meu sangue se for necessário, eu vou lutar por aquilo que eu acredito.
Cansei, a verdade é essa, não eu não vou parar de ficar triste à toa, chorar a à toa ou reclamar de algumas besteiras que ainda me atormentam, mas vou tratar de ocupar o meu tempo com coisas mais úteis. Vou transformar os meus problemas e vitórias pessoais em força, correr atrás dos meus ideais. E sabe do que mais?! Eu sei que isso vai me fazer bem, aliás, fazer o bem faz bem. E eu acho que você também pode tentar. Não tô dizendo pra entrar em um grêmio, até porque eu sei como cansa (chapa, campanha, discussões, assembléias, burocracia e o inferno), mas você pode ajudar alguém, pode mudar alguma coisa no mundo.
Não precisa fazer aquelas mudanças bruscas, que pra ser sincera nem trazem tantos resultados, não precisa comer só comida orgânica, reciclar tudo, adotar um animal e fazer uma horta. Essas coisas seriam bem bacanas, mas você pode fazer coisas menores que ajudam, nem que seja ceder a cadeira do ônibus pra um idoso, gestante ou deficiente, nem que seja ser mais educado e dizer as “palavrinhas mágicas” que a professora do maternal ensinou, nem que seja ser sincero e dizer aquilo que pensa (não vai ser tipo o “Senhor Verdade” só não vai ter que deixar algumas coisas entaladas), nem que seja lutar pelo que acredita, ter um ideal, não ser hipócrita, estúpido, grosseiro e idiota.
Ah, poucas ações podem até gerar frutos bem maiores que montar um grêmio, virar revolucionário e lutar contras as injustiças do mundo, sem falar que cansa menos e não são todas as pessoas que tem a disposição que eu adquirir de passar horas filosofando. Então, comece a fazer o bem com você mesmo e com os seus próximos, mudar um mundo vai ser só mais um passo.