Podem dizer muitas coisas por aí, que idade significa sabedoria e maturidade, que os jovens não sabem de nada na vida, que os jovens pelo fato de não terem contas para pagar e família pra cuidar não sabem o que significa problemas.
Pois eu discordo totalmente dessas afirmações. O tanto de gente velha que existe por ai que vive pisando na bola e fazendo merda. O tanto de jovens que estudam e trabalham. E eu?! De fato que eu ainda sou uma guria com os meus 15 anos de idade, mas mesmo assim eu já aprendi muitas coisas, não, eu não aprendi tudo, até porque ninguém aprende, mas aprendi o necessário pra seguir em frente de cabeça erguida.
Eu aprendi que todo tempo, todo momento, nos é importante, os bons nos fazem sonhar e os ruins nos fazem refletir, no final ambos trazem muito a acrescentar. Eu aprendi o valor de um sorriso, vindo de mim ou de alguém importante despertar sensações inexplicáveis. É necessário valorizar as pessoas, nunca se sabe quem irá dar aquele abraço tão aguardado, todo abraço é importante e único, não depende da intensidade ou duração, mas sim a demonstração de carinho.
Antes eu tinha a vontade de responder sinceramente no Orkut a opção “Com relacionamentos anteriores eu aprendi...” invés de imaginar qualquer coisa e preencher a lacuna. Pois bem, eu aprendi a escrever sobre o que eu sinto e passei a entender porque tanta gente escreve sobre amor e sobre seus sentimentos, eu aprendi a compreender as verdades escondidas em um olhar, aprendi a aceitar que todos temos as nossas diferenças e é preciso conviver com isso. Hoje em dia sei a importância de uma frase carinhosa, sei que não posso guardar só pra mim o que penso e sinto. Mas eu também aprendi a lição mais importante da minha vida: aprendi a sofrer. Nunca antes eu tinha me decepcionado, me magoado com alguém, agora sei que não se pode confiar totalmente em ninguém, é uma pena eu sei, mas aprendi sentindo na pele, agora sei que mesmo que pareça egoísmo eu preciso pensar primeiro em mim, preciso me importar primeiro comigo e me valorizar, dificilmente alguém fará isso por mim. Enquanto várias pessoas querem ter boa memória, às vezes é melhor não ter, como diria o Nietzsche: “A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez”, é ótimo lembrar as aventuras bacanas, mas junto vem o fato de que também há memórias tristes e o fato de que dependendo do momento, o bom pode tornar-se ruim.
Hoje eu sei o que é hipocrisia, falsidade, traição, dor, decepção, eu sei por que aprendi com o coração, eu aprendi a chorar assim (os choros por coisas pequenas da infância era birra), eu aprendi passando noites acordada. E foi assim que aprendi a valorizar os meus amigos, a valorizar bons conselhos, risadas à toa, ligações duradouras, horas de internet. Aprendi que a minha família mesmo com seu jeito torto quer o meu bem, quer que eu consiga o que nem mais sei se eles conseguiram... Querem a minha felicidade. Eu sei que serão os meus estudos que me darão um bom futuro, pois descobri que eu definitivamente não sou o tipo de garota cujo maior sonho é entra na igreja com um vestido branco e o príncipe encantado e depois ficar sentada na varanda da casa com os filhos no colo, esperando o marido chegar.
E foram nas contradições da minha arrogância e simpatia, carisma e timidez, coragem e medo, decisão e insegurança, bondade e perversão, que eu aprendi que tem algo na minha vida que eu nunca irei aprender, eu nunca aprenderei o jeito certo de amar. Por quê?! Porque não existe jeito certo pra amar ué, a gente acaba amando e pronto, como e por que eu também não sei e você e sua avó também. É eu realmente ainda tenho muito que aprender. . .