quarta-feira, 27 de abril de 2011

Preconceito

Preconceito maldito e nojento. Sim, odeio o preconceito. E se duvidar vão dizer que eu tô sendo hipócrita e que eu tenho preconceito com o tal do preconceito. Hoje em dia virou uma espécie de modismo se falar sobre “bullying” e preconceito. Mas sabe do que se deve falar?! Deve-se falar que as pessoas são muito é ignorantes. Isso mesmo, ignorante é o que elas são e se duvidar você também é, do mesmo jeito que eu que me digo muito mente aberta e talz posso ser. 
Aquela bendita frase clichê agora vem bem a calhar, afinal “Ser diferente é normal”. Muito normal por sinal. O que faz de uma pessoa negra, de uma pessoa deficiente, de uma pessoa pobre, de uma pessoa homossexual, de uma pessoa nordestina pior que as outras?! O que hein?! Diga-me! O que há de errado em um baixinho ou em um altão, ou mesmo em um magrinho ou em um gordinho?! E me diga: VOCÊ TAMBÉM NÃO VAI FICAR IDOSO?! Sim amor, você vai envelhecer! E qual o problema se quando você tiver um filho ou filha, ele decidir ser homossexual?! Você o amará menos?! O importante não é ele ter bom caráter?!
E o que você fará se me olhar na rua e eu tiver com um puta alargador e cheia de tatuagens e piercing?! E por que o rock que eu ouço tem que ser do Demônio?! Por que as músicas dos funkeiros, dos coloridos e do pessoal que ouve axé é um lixo?! Tipo, eu particularmente não curto, mas isso porque não combina com o meu estilo, mas isso não quer dizer que eles não tenham algum talento. Por que a sua religião é a mais correta?! Por que você não pode aceitar o meu estilo?! Por que as pessoas que vão pro shopping têm que ser anormais?! Eles podem realmente estar ali só pra chamar a atenção ou existem alguns que realmente acreditam naquilo que vestem.
Se um ex-detento após cumprir sua pena ou mesmo ser declarado inocente, está procurando um emprego, é porque quer mudar de vida, quer ser honesto. Ou você já viu um ladrão trabalhar (não eu não tô falando dos políticos. E nem eu estou sendo preconceituosa com eles, mas que político rouba, rouba)?! Se ele está tentando se redimir as pessoas não dão chance, ai depois vão reclamar que eles não tentam mudar de vida.
E o mais engraçado é que o preconceito hoje em dia ocorre até mesmo com as pessoas que estão dentro do tal padrão de “perfeição”. Nos dias atuais qualquer porcaria é motivo de piadas, provocações e recriminação da sociedade. A sociedade consegue ser cruel e denegrir com todos aqueles que não se encaixam. Ah velho, então será que não é mais fácil sermos substituídos por andróides (não tô falando da que tem na novela) pra suprir todas as nossas imperfeições?!
Enfim, fica a dica, antes de ter uma ideia formada sobre alguém sem nem ao menos conhecê-la, ter uma ideia baseada nas aparências ou mesmo naquilo que você ouve falar sobre a pessoa, a conheça primeiro, tire as suas próprias conclusões, você pode se surpreender. Nós todos somos humanos, nós todos temos direito de estar aqui e a partir do momento em que as pessoas se conscientizarem que somos todos diferentes e são justamente as nossas diferenças que fazem com que o nosso planeta seja tão incrível, muita coisa pode mudar.

Looping

Tudo bem que eu não sou uma garota muito comum, não tenho vários hábitos e gostos que possuem as garotas da minha idade e tenho certa loucura e bipolaridade, mas uma coisa que não muda é a curiosidade, sim, eu sou curiosa por demais e pior às vezes mesmo sem querer eu acabo sabendo de histórias alheias e uma coisa que cada vez mais tenho percebido é a facilidade dos jovens de “ficar” sem compromisso, sem apego, parece que as pessoas agora têm fila e não mais coração.
E se engana quem pensa que isso é artigo de luxo para os garotos apenas. As meninas estão cada vê mais embarcando nessa, mas claro que até nisso tem o machismo da sociedade, pois quando o garoto fica com um monte de garotos e às vezes nem mesmo lembra o nome das garotas ele é considerado o galinha, o pegador, o garanhão, o Don Juan. Mas quando é uma menina que fica com mais de um, ou mais de dois garotos ela é considerada a puta, a “pirigueti”, a safada, a piranha... Mesmo que as pessoas não comentem abertamente, por trás é uma recriminação enorme, até mesmo das próprias meninas.
Mas por que isso?!  Por que do preconceito?! Ou melhor, por que tem sido tão volúvel esse apego das pessoas?! Por que da fragilidade de relacionamentos hoje em dia?! Por que dessa confusão de sentimentos?! Por que dessa fidelidade tão frágil nos dias atuais?! Não confundam a temática com dor de cotovelo, com (como dizem por ai) estar na seca, com dor por já ter sido traída, nada disso é verdade, o fato é que analisando ultimamente histórias verídicas eu fiquei refletindo sobre isso.
Na época dos meus avôs ficava-se logo noivo e casava, na época dos meus pais já havia de cara o namoro, depois passou pro ficar, agora já tá no pegar. Sim, agora é todo mundo pegando todo mundo, agora em festas ou até mesmo em escolas são vários ficas, vários pegas, vários rolos. Conheço casos que após um único “fica” acham que o amor já está presente e começam um namoro e uma semana depois eu já os vejo com outros. Hãm?! Esses amores estão ficando frágeis ou será que eu tô esquecendo de “evoluir” (ou será regredir?!) com as pessoas da minha idade?! Não que eu nunca tenha ficado uma única vez, claro que sim, mas eu lembro os nomes, eram amigos, assim como são até hoje. Não que eu nunca tenha namorado, namorei sim e acabou nunca planejei casamento ou coisa do tipo pra vida inteira, mas havia seriedade, sentimento e compromisso (pelo menos da minha parte).
Não quero bancar a politicamente correta ou mesmo falsa moralista, eu só quero entender o que leva as pessoas a usarem assim umas as outras. Sim, o termo é exatamente este, as pessoas estão se usando para meios exclusivamente físicos e depois todas as palavras ditas (quando há troca de palavras!) são diluídas ao vento.  Tem gente que diz: “Enquanto não aparece a pessoa certa, eu me divirto com as erradas!” Mas como saber qual a certa no meio de tantas?! Mais capaz de a pessoa “certa” aparecer e sair correndo após ver o qual “desinteressado” com os sentimentos alheios o outro pode ser. E, aliás, qual o padrão pra ser a tal “pessoa certa”?!
Enfim, eu não sei a resposta pra nenhuma das perguntas feitas e nem sei se algum dia eu vou conseguir compreender tais mentes praticantes da tal “pegação”, mas ainda vou ficar na curiosidade sobre o fato que assombra os corações humanos. Mas sabe, eu ainda tenho lá no fundo, no fundo, a teoria que as pessoas ao mesmo tempo em que tem medo da solidão, tem medo do apego. Será?!

sábado, 23 de abril de 2011

Amoor nojeento --'

Ouça ao som de All Around Me - Flyleaf #ficadica

Sempre achei que esse amor era coisa de quem não tinha nada melhor para fazer. Eu só o sentia porque estava infeliz naquela vida pacata. Só por isso. Resolvi então agitar a vida pacata. E comecei a sair mais de casa, enxergar as pessoas ao meu redor, mais passeios, mais festinhas. Amor é coisa de gente pacata e agora que eu tinha uma vida agitada, poderia, finalmente, mandar esse amor embora. Tchau, coisinha besta.
Nada feito. Só piorou. Acordava e ia dormir com ele engasgado aqui. Ficava inconformada. Mas aí concluí: amor é coisa de quem tem tempo pra pensar nele. Claro, mesmo com a semana agitada entre escola e projetos, eu fico em casa o fim de semana todo, alegando cansaço, no silêncio das minhas coisas, claro que acabo pensando besteira. Aquele papo de mente desocupada casa do diabo, sabe? Amor do diabo. Fui procurar Jesus.
Depois de várias igrejas e de ler sobre tudo quanto é religião, achei que ficaria tudo bem. Ficou nada. Eu só parei de sonhar que botava fogo no apartamento do ser amado ou que arrancava os olhos de todas as mulheres do mundo. Parei, talvez, de odiar o amor. Mas o amor, na verdade, ficou lá. Duro que nem pedra. Daqueles que não vão embora nem com reza brava.
Amor adolescente, pensei. Com certeza, se eu virar mulher, esse amor bobinho passa. Amor de menina boba. Tratei, então, de virar mulher. Quem sabe mudando o visual, esse amor não se mudava de mim? Nada feito. Cabelo novo, roupas novas, sapatos novos, novos problemas para resolver. E o mesmo coração idiota. O mesmo amor de sempre. Coisa chata, não?
Ah, que que é isso! Amor deve passar com um novo amor, não? Olha lá aquele menino bonito te olhando, o outro que escreve bonito, o outro que te faz rir um monte, tem também aquele ali, com olhar atraente. Nada. Nenhum deles foi capaz de me salvar, de substituir minhas células cansadas em sentir sempre a mesma coisa. Nenhum foi capaz, nem por um segundo, de me levar para passear em outros tormentos. Ou outras alegrias. Qualquer outra coisa que seja.
Aí veio a idéia brilhante. Será que se eu mergulhasse de cabeça na estupidez desse amor, não me curava? Será que se eu, por um minuto apenas, parasse de sentir tudo isso de dentro da grandiosidade que eu inventei para tudo isso e enxergasse de perto como tudo é tosco e pequeno, eu não me curava? Só piorou. De frente para ele e suas constatações tão absurdas a respeito de tudo, só consigo sentir ainda mais amor. E quanto mais e maiores motivos para não sentir, ele e a vida me dão... Adivinhem? Sim, o amor cresce. Irresponsável, sem alimento, sem esperança e de uma burrice enorme. Ainda assim, forte e em crescimento.
Mas esse amor, ah, esse amor é coisa de quem não ama a própria vida. Se um dia, um dia eu pudesse realmente ser uma blogueira. Ou até, nossa, se eu pudesse trabalhar no grêmio sabe? Esse amor iria embora, claro. Nada feito. Estou aqui graças a minha maior qualidade: ser decidida. Sim, isso só não funciona pro amor, mas pra todo resto na minha vida acreditar sempre funcionou. Tudo certo com a minha vida. Ou quase tudo certo. Ainda sinto esse amor ridículo. Essa coisa infernal que me vence todos os dias, todos os minutos. Quantos bons amigos me admiram e me elogiam. Ainda bem que alguém além de mim acredita em mim. É tanta coisa boa acontecendo, tanta gente boa se aproximando que tá na hora de acordar. Enxergar. Receber.

Taí. Tá bom. O amor venceu. Você venceu. Venceu. Venceu. Venceu. E eu acabo de descobrir, simples assim, a única maneira de me livrar desse sentimento: aceitando ele, parando de querer ganhar dele. Te amo mesmo, talvez pra sempre. Mas nem por isso eu deixo de ser feliz ou viver minha vida. Foda-se esse amor. E foda-se você.
                                                                                              Adaptação de um texto da Tati Bernardi, miinha musa.

felicidade

Esses dias eu não tinha escrito nada pra postar. . . Por quê?! Ora, porque eu estava aparentemente feliz e eu só consigo escrever algo quando tô numa tristeza nojenta #fato. Por quê?!²  Pra dizer a verdade, nem eu mesma sei, acho que por causa dessa minha loucura, eu nem tô gostando mais dessa tal de felicidade.
Sim, todo mundo procura tanto por ela, eu mesma em postagens anteriores citei sobre ela, mas agora descobri que ela cansa. Sim, ser feliz cansa muito. Cansa ter que ficar rindo, cansa ter que amar todo mundo, aturar todo mundo, ser simpático e agradável com todo mundo, cansa a mesmice de tudo, ter que ser bacana, cansa não reclamar de nada, cansa não chorar por nada, aliás, pra mim isso virou uma alegria momentânea ou mesmo uma espécie de burrice, porque pra mim felicidade não é isso, não pode ser, já que passados pouquíssimos instantes eu não poderia cansar dela.
Mas perai. . .  Se felicidade não é isso. . . Que infernos é a “felicidade”?! Segundo o “o pai dos burros”, o Seu Aurélio: sf. 1. Qualidade ou estado de feliz. 2. Bom êxito; sucesso. Feliz: adj2g. 1. Ditoso, afortunado. 2. Contente, alegre. 3. Bem-sucedido. 4. Bem lembrado. Eu não acredito que passemos tanta parte do nosso tempo procurando por algo tão, tão. . . Ah... Tão vago. Eu realmente esperava mais e por isso, comecei a filosofar com amigos sobre a felicidade e acho que descobrimos de fato o que é.
Não existe e nem nunca vai existir alguém 100% feliz, até porque rir de tudo não é felicidade, é demência ou como diria o Frejat é desespero. A gente procura tanto por algo que só depende da gente, ou seja, a gente perde muito tempo, procurando algo que está dentro de nós. Como assim?! Ah, ainda não entendemos que nossos maiores inimigos somos nós mesmos e isso que mais nos atrapalha. Quando conseguimos nos acostumar com isso fica bem mais fácil.
Para encontrar é preciso aproveitar a presença das pessoas amadas, da nossa família, dos nossos amigos e daquela nossa metade da laranja, mas se ainda não encontramos ou se ela nos machuca, ou se a perdemos, a felicidade é procurá-la, é lutar por ela ou simplesmente aceitarmos que estamos nos iludindo ( o príncipe na armadura brilhante na verdade é só um idiota enrolado em papel alumínio) e partir pra outra. É preciso aprender a cair, sim, é necessário que a gente aprenda com os nossos erros, é necessário que contemplemos o mundo ao nosso redor. Que agradeçamos tudo o que temos, pode ser clichê, mas várias pessoas no mundo dariam tudo só por um pouquinho que a gente tem, vários jovens pedem todo dia um computador como o que você tá em frente agora.
Pra estar feliz é preciso alcançar a paz interior, a sensação de liberdade, de força, de calma e mesmo de euforia. Pra ser feliz não é preciso de milagres, basta acreditarmos em nossos sonhos e não em utopias, basta acordar bem e levantar a cabeça pra enfrentar o mundo.  Basta um elogio, uma palavra amiga, uma demonstração de afeto de alguém querido.  A felicidade tá em coisas tão pequenas, mas que ao mesmo tempo são tão grandiosas, que nós de tanto perdermos tempo nos iludindo não percebemos. Felicidade pode ser também chorar horrores. Por que não?!  Você sabe bem que aprenderá bastante com ele, felicidade é o equilíbrio do choro e do riso, da paz e da guerra interior, é o mundo dos sonhos e da realidade. 
Cada um é feliz do modo que lhe convém.  Até porque felicidade é isso, ou talvez não. . . Isso depende de você. . .

sábado, 2 de abril de 2011

Otimiismo. . .

Pelo menos hoje eu não quero falar de nada ruim. Eu quero simplesmente celebrar a vida. Se você leu as postagens anteriores percebeu que eu odeio monte de coisas, mas deixe-me explicar, eu não sou uma pessoa amarga #fato, eu também amo muitas coisas e é nesse meu momento feliz que isso aqui vai começar...
Gente, eu me emocionei com a nova propaganda da Coca-Cola, porque ultimamente eu ando com a esperança em alta. Eu comecei a pensar na vida e achei melhor tomar um novo rumo e agora o meu otimismo vai tentar subir mais. Por quê?! Pelo simples fato de que a felicidade anda escondida e quero que ela volte.
Sim, eu quero voltar a ser criança, eu quero ver o mundo com outros olhos, quero que as pessoas também possam enxergar isso, quero que consigamos acreditar mais nas pessoas, quero que nós tentemos ver que ainda é tempo de ser feliz. É hora de correr atrás do prejuízo e encarar o mundo de frente.
Hora de dar mais valor as nossas amizades, amizades verdadeiras ainda existem nesse mundo, mesmo que seja difícil de acreditar, olhar ao nosso redor e procurar as pessoas que estão sempre ao nosso lado nos dando apoio, mesmo que seja somente uma, aproveite da presença dela, abrace-a, diga que a ama, aliás, nossa família também é uma forma de amizade, diga as pessoas especiais qual a importância delas na sua vida.
Aproveite a natureza (momento “Técnica em meio ambiente”).  Sim, vá a praia, vá a um parque, faça um passeio ao ar livre e aproveite tudo que o meio ambiente tem pra te oferecer, respire ar puro, plante uma árvore, vá ver um pôr-do-sol, contemple o céu azul e olhe a lua e o brilho das estrelas. Você já parou pra fazer isso?! Pode parecer besteira, mas você nem imagina o bem que pode fazer.
Não se tranque em casa, saia, aproveite. Nem que seja em uma ida ao cinema, DVD é barato, dá pra assistir em casa com os pés pra cima ou jogada na cama, mas nada ganha a magia do cinema, aquele escuro, aquela sensação gostosa. Ou então vá a uma festa, dance a noite inteira, não precisa ser uma bailarina, dance mesmo sem saber, ninguém vai te condenar por isso, vá a uma balada, um aniversário ou então você mesmo pode fazer uma festa só pra você e seus amigos, improvise.
Por falar em improvisar, que tal começar a usar da imaginação?! Escreva uma poesia, um texto, uma música, tente desenhar, ou mesmo crie seu próprio perfil do Orkut ao invés de ficar nessa de Ctrl+C e Ctrl+V. Que tal criar um blog também?! Se criar manda pra mim, eu até posso mandar pros meus 7 leitores (Sim, sim, cresceu o número #valeuMari!). Através da imaginação conseguimos expressar tudo que se passa dentro de nós e o sentimento de leveza é incrível, mesmo que seja algo que só nós que iremos ler.
Faça um curso, seja de informática, teatro, artesanato. Faça um esporte, entre na academia, aprenda a tocar um instrumento, participe de palestras, leia livros, leia poesia, escute música no último volume, cante no chuveiro. Exercite a sua mente, nada melhor que isso, ocupe o seu tempo com coisas bacanas, ao invés de ficar só em Orkut, MSN, Facebook e Twitter. Leia blogs na internet, pesquise sobre o mundo, utilize seu cérebro, usufrua do fato de ser um ser racional.
Maneiras de aproveitar a vida não lhe faltam, basta você abrir os olhos e curti-la, basta você esquecer os problemas por pelo menos meia hora, pelo menos um sorriso já pode mudar o seu dia, como diria Charles Chaplin: “Um dia sem rir é um dia desperdiçado”, então tá esperando o que?!  Ai depois de você repaginar a sua vida, você vai ver que ficar sentada se sentindo infeliz não adianta nada.