sábado, 30 de julho de 2011

#Sem julgamentos, por favor.


Eu sou lésbica, então eu devo me apaixonar por toda garota que vejo.

         Eu tenho vários amigos homens, então eu devo estar transando com cada um deles.

        Eu sorrio muito, então eu devo ter uma vida perfeita.

        Eu escuto reggae, então eu devo estar chapado.

        Minha opinião interessa, então eu devo ser esnobe.

        Sou negro, então devo ser favelado.

        Sou negro , então devo ser burro.

        Sou mexicano, então devo ser de classe baixa.

        Sou muito atraente, então devo ser uma vadia.

        Eu gosto de beber, então devo ser um alcoolatra.

        Eu não saio com garotos, então eu devo ser lésbica.

        Eu me corto, então devo ser emo.

        Sou bisexual, então devo transar com meu melhor amigo hétero.

        Eu dou risada e sorrio, então eu não posso estar depressivo.

        Eu gosto de passar meu dia em casa, então eu não tenho nenhum amigo.

        Eu sou gay, então devo ser violentado.

        A maioria dos meus amigos são garotos, então eu não posso ser feminina.

        Estou no Tumblr, então eu devo ter zero amigos na vida real.

        Eu sou muçulmano, então eu devo ser um terrorista.

        Eu faço um monte de erros, então eu devo ser retardado.

        Eu defendo fielmente o movimento LGBT, então eu devo ser gay.

        Eu sou de uma familia quebrada, então eu devo ser rebelde.

        Eu curto cores rastafari, então eu devo fumar maconha.

        Eu já transei, então eu devo ser uma piranha.

        Eu errei, então não devo ser digno de confiança.

        Eu sou Filipino, então devo ser uma empregada.

        Eu sou político, então eu devo ser corrupto.

        Eu sou loira, então eu devo ser muito burra.

        Eu estou usando uma camisa preta, então eu devo ser emo.

        Eu uso maquiagem, então eu devo ser chavequeira.

        Eu sou adolescente, então eu devo ser incompreendido.

        Eu sou uma pessoa, então eu devo ser estereotipado.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Só mais uma


Só mais uma. Isso... Nada mais. Mais uma garota comum em meio a multidão. Mais uma adolescente normal como tantas outras. Mais uma que crê que seus dilemas são importantes, seu problemas grandiosos, o mundo conspira contra, mais uma que aprendeu na prática que contos de fada não existem que sonha demais, acredita demais, se arrisca demais e pensa de menos, que rir e chora que tem um mundo próprio. Ela não é a mais bonita, a mais inteligente, a mais divertida, seu sorriso não encanta, não possui talento algum, não tem um milhão de amigos, suas histórias são repetidas e sem graça, sua mente é confusa e é toda contradições. É isso que a faz diferente?! Nada a destaca, emociona, surpreende. Ela ouve rock, bate cabeça, lê livros, conhece músicas, passou em uma prova que centenas de pessoas queriam ter passado, tem amigos que a protegem e a mimam, já teve uma história de amor feliz e trágica, não acredita no tal deus pra que a maioria das pessoas ora, fala palavrões, ri de coisas sem sentido. Mas há outras garotas assim. O que adianta ela rir exageradamente porque a ponte de Londres está caindo e chorar porque se aproxima o aniversário do seu urso de pelúcia?! Ela não é uma garota culta é só uma menina confusa sobre o mundo que a cerca, não irá se destacar pelos seus textos de menina sonhadora, não vai mudar o mundo com a sua vontade de lutar, não vai fazer ninguém se apaixonar pelos seus olhos contornados de preto, seu sotaque estranho ou seu jeito de andar, não encanta com sua mania de querer disfarçar suas imperfeições. Seu vestido e All Star não aparecem diante tantos saltos altos. 1,74m de altura e 55 quilos... E aí?! Esse é o momento de ser gostosa e ela é só mais uma e assim continuará sendo. Perdida nos próprios pensamentos e nas suas ilusões, se anulando de qualquer coisa útil, sem perceber que nesse mundo sobrevivem os mais fortes. Ela é irritada e irritante, é contraditória e não forte. Muito pelo contrário mais uma menina frágil buscando algo que nem ao menos sabe. Jovem tola! Não se dá conta que o mundo não pára pra que ela arrume as coisas, o jeito é nadar contra a corrente, mas do jeito que é despreparada irá se jogar. Mas pensando bem... Talvez seja melhor assim, mais escondida das maldades desse mundo sujo, sem precisar ressaltar a todo instante que tem alguma importância. Sua importância é nula. É... Na hora de cair, a queda é menos brusca. Mais uma, só e somente uma.

Motivos

 
É em vão. É em vão essa gigantesca vontade de entender as coisas. Tenho pensando que o importante é vivê-las e não entendê-las, essa vontade exige esforço desnecessário e somos retidos da possibilidade de aproveitar ainda mais as situações. Eu não tenho porque saber dos porquês eu só tenho que saber da importância dos fatos. São os fatos que me fazem bem ou mal e não os seus motivos. O tanto de oportunidades que perdi pelo meu desejo incessante de refletir sobre tudo, de perguntar, de me questionar se realmente tudo valia a pena. Sim, tudo vale a pena até porque acho que no momento se eu souber aproveitar as chances pior que tá não fica. Eu arrisco, arrisco muito, às vezes caio e me machuco feio, mas o importante é que o arrependimento não chega, pois assim se constrói o aprendizado, assim eu aprendi as lições mais importantes da minha vida. A gente não sobrevive só de amor, as palavras por mais bonitas que sejam muitas vezes são vazias, as pessoas nem sempre são bem intencionadas, são fatos e eu não entendo o porquê, mas isso não signifique que eu não saiba e que eu não os tenha vivenciado. Os porquês são tão relativos, tão complexos e tão confusos. A reflexão sobre eles é um afogamento no seco, a mente viaja em um turbilhão de emoções que corrói que machuca. Antes fosse mais um drama infantil, antes fosse somente carência e falta de algo. Mas é justamente esse algo que eu não sei a resposta, mais respostas faltando nesse quebra-cabeça que é a vida e não sei mais se correr atrás dessas peças valem a pena, talvez só os resultados sejam realmente relevantes, mesmo vazios, mesmo que sempre falte o encaixe correto, o jeito é contentar-se com o fato que a vida não foi feita pra ser fácil e sim pra ser enfrentada. E mesmo confusa, contrária as minhas vontades, me perguntando a todo o instante se as minhas escolhas são as melhores a serem feitas, me questionando o que exatamente estou fazendo com a minha vida... Eu vou seguindo em frente de um jeito torto, mas tendo a única certeza de que voltar atrás não é possível, então o que nos resta é arriscar mesmo sem entender, afinal a vida é pra ser vivida e não entendida.

sábado, 21 de maio de 2011

Aprendizagem. . .

Podem dizer muitas coisas por aí, que idade significa sabedoria e maturidade, que os jovens não sabem de nada na vida, que os jovens pelo fato de não terem contas para pagar e família pra cuidar não sabem o que significa problemas.
Pois eu discordo totalmente dessas afirmações. O tanto de gente velha que existe por ai que vive pisando na bola e fazendo merda. O tanto de jovens que estudam e trabalham. E eu?! De fato que eu ainda sou uma guria com os meus 15 anos de idade, mas mesmo assim eu já aprendi muitas coisas, não, eu não aprendi tudo, até porque ninguém aprende, mas aprendi o necessário pra seguir em frente de cabeça erguida.
Eu aprendi que todo tempo, todo momento, nos é importante, os bons nos fazem sonhar e os ruins nos fazem refletir, no final ambos trazem muito a acrescentar. Eu aprendi o valor de um sorriso, vindo de mim ou de alguém importante despertar sensações inexplicáveis. É necessário valorizar as pessoas, nunca se sabe quem irá dar aquele abraço tão aguardado, todo abraço é importante e único, não depende da intensidade ou duração, mas sim a demonstração de carinho.
Antes eu tinha a vontade de responder sinceramente no Orkut a opção “Com relacionamentos anteriores eu aprendi...” invés de imaginar qualquer coisa e preencher a lacuna. Pois bem, eu aprendi a escrever sobre o que eu sinto e passei a entender porque tanta gente escreve sobre amor e sobre seus sentimentos, eu aprendi a compreender as verdades escondidas em um olhar, aprendi a aceitar que todos temos as nossas diferenças e é preciso conviver com isso. Hoje em dia sei a importância de uma frase carinhosa, sei que não posso guardar só pra mim o que penso e sinto. Mas eu também aprendi a lição mais importante da minha vida: aprendi a sofrer. Nunca antes eu tinha me decepcionado, me magoado com alguém, agora sei que não se pode confiar totalmente em ninguém, é uma pena eu sei, mas aprendi sentindo na pele, agora sei que mesmo que pareça egoísmo eu preciso pensar primeiro em mim, preciso me importar primeiro comigo e me valorizar, dificilmente alguém fará isso por mim. Enquanto várias pessoas querem ter boa memória, às vezes é melhor não ter, como diria o Nietzsche: “A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez”, é ótimo lembrar as aventuras bacanas, mas junto vem o fato de que também há memórias tristes e o fato de que dependendo do momento, o bom pode tornar-se ruim.
Hoje eu sei o que é hipocrisia, falsidade, traição, dor, decepção, eu sei por que aprendi com o coração, eu aprendi a chorar assim (os choros por coisas pequenas da infância era birra), eu aprendi passando noites acordada. E foi assim que aprendi a valorizar os meus amigos, a valorizar bons conselhos, risadas à toa, ligações duradouras, horas de internet. Aprendi que a minha família mesmo com seu jeito torto quer o meu bem, quer que eu consiga o que nem mais sei se eles conseguiram... Querem a minha felicidade. Eu sei que serão os meus estudos que me darão um bom futuro, pois descobri que eu definitivamente não sou o tipo de garota cujo maior sonho é entra na igreja com um vestido branco e o príncipe encantado e depois ficar sentada na varanda da casa com os filhos no colo, esperando o marido chegar.
E foram nas contradições da minha arrogância e simpatia, carisma e timidez, coragem e medo, decisão e insegurança, bondade e perversão, que eu aprendi que tem algo na minha vida que eu nunca irei aprender, eu nunca aprenderei o jeito certo de amar. Por quê?! Porque não existe jeito certo pra amar ué, a gente acaba amando e pronto, como e por que eu também não sei e você e sua avó também. É eu realmente ainda tenho muito que aprender. . .

sábado, 14 de maio de 2011

Miinhas amizades sz

Eu nunca me vi em tanta necessidade de carinho, atenção, companheirismo, amizade, proteção quanto eu me vejo hoje em dia. Família você sempre vai ter com você, o colo da mãe, os conselhos e broncas do pai, o ciclo de tapas e beijos com irmãos, mas você quer mais liberdade, mais liberdade pra sair, pra contar segredos e pra ser você. Ai que surge a necessidade de amigos. Sinceramente eu acho que os meus amigos são os meus tesouros.
Eu tenho uma extrema dificuldade pra confiar nas pessoas, confiar mesmo eu só confio em uns 4 ou 5 e mesmo que seja contraditório, eu tenho muitos amigos. Sim, parei com aquela história clichê de dizer que eu tinha poucos amigos e muitos colegas. Colegas eu tenho centenas, mas amigos eu tenho muitos. Eu tenho amizades de anos e que hoje em dia são as melhores, eu tenho amizades mais recentes e que me acompanham e me apóiam e tenho amizades ainda mais recentes que são como uma família.
Eu tenho suprido minhas necessidades de romance, de falta, de loucura com os meus amigos. É estranho como eu que geralmente sou anti-social, antipática e arrogante tenho conseguido construir tantas amizades. Alguns amigos discordam dessa minha descrição anterior, até porque com eles eu consigo ser infantil, simpática, companheira, conselheira, chorona e até meio romântica. Amigos fazem milagres.
De uns tempos pra cá eu vi que a minha amizade com a minha melhor amiga é realmente muito forte, aliás, muito forte sempre foi, mas agora é extremamente forte. Mesmo a distância nós duas estamos superando e o amor que nos une continua intacto e a saudade só me mostra o quanto eu preciso dela. E eu tenho vários outros amigos que me fazem rir, que riem de mim e comigo, que tem que aturar as minhas histórias doentes e repetidas, que eu tenho saudade a todo instante, que eu sempre acho que os amo mais, mas que em um abraço ou em uma frase eu começo a achar que eles também me amam. Eu tenho amigos que de um interesse viraram irmãos mais velhos.
Por falar em irmãos mais velhos, eu tenho uma família ainda maior que a biológica, eu tenho  pai, mãe, filhos, irmãs, irmãos, cunhadas, cunhados, comadre, sobrinhos, sobrinhas, primos. Pra quem disser que isso é besteira, não se engane, isso é muito sério, isso mostra sonhos meios tortos e demonstra importâncias que nós temos. Eu tenho futuros maridos e ficantes, tenho ex que viraram eternos, eu tenho os amores da minha vida. Tem uns que me conhecem melhor que eu mesma e tem uns que dizem me amar e nem mesmo me conhecem, mas nem por isso são menos importantes.
Os meus amigos são pra vida toda, os meus amigos são a melhor parte de mim. Os meus amigos eu amo de maneira inexplicável, eles estão dentro de casa, na escola, na outra rua, em outro bairro, tão na tela do computador (alguns somente nela), tão no celular. Os meus amigos tão onde eu preciso que estejam e eu tô a disposição pro que eles precisarem, porque amor, porque amizade... A gente leva pra sempre, como diria aquela música que eu nem gosto, mas que não  deixa de ser verdadeira “amigo é coisa pra se guardar no lado esquerdo do peito”.

A sociedade

É interessante como os alternativos se veem à margem da sociedade, sempre dizendo que a sociedade julga a todos e agride a todos que não fazem parte do seu padrão, que a sociedade é cruel e que a sociedade isso e aquilo. E a maioria das pessoas diz que todos somos iguais, que não pode haver preconceito, que somos todos cidadãos. Então quem é essa tal “sociedade” que todos falam?! Em tese nós somos a sociedade, não é mesmo?! Ou você não?! Quem não faz parte da sociedade, então?!
Se somos nós que a formamos, quem cria as regras e os padrões que devemos seguir?! Aliás, quais são os padrões?! Como é que devemos ser para estarmos no padrão?! Aliás, você conhece pessoas que se enquadrem totalmente no padrão?! Aff, eu nunca consigo responder a essas perguntas. Por quê?! Por que eu começo a achar que eu sou parte dessa sociedade, que sou cidadã como todos, que também sou adolescente. Mas acaba por ai, eu sempre me confundo, pois as pessoas ficam dizendo que somos todos iguais e depois que ser diferente é normal. Mas perai, eu sou igual a quem e diferente de quem?! Eu sou diferente de todo mundo e ao mesmo tempo sou cidadã e faço parte da sociedade. . . Agora confundiu. . .
#Mentira! Confundiu nada não (passei no IFMA pô e não fiz 15 pontos #piadainterna!). A verdade é essa, eu não acredito em padrão nenhum, até por que nunca conheci nem duas pessoas iguais, imagine toda uma sociedade. Cada qual tem suas diferenças e acho que isso que forma a sociedade, todas as diferenças juntas suprindo as necessidades e exagerando algumas vezes, faltando em outras. Sério, cansei desse lance de sempre “a sociedade isso, a sociedade aquilo”. Nós somos a sociedade, ela vem sendo construída sem que muitas vezes notemos. Assim como achamos ruim que às vezes a tal da sociedade nos critique, em outros momentos vamos lá e criticamos alguém e assim seguimos a vida.
Mas entendam, que eu tô generalizando as coisas, sempre vai ter algum hipócrita que foge da regra, que vai se achar o certinho, que vai dizer que o mundo todo tá errado, tá perdido, que sei lá em que tempo atrás não existia nada disso, que todos eram uns santos. Acorda meu filho! NUNCA. As diferenças SEMPRE existiram, duvido que mesmo na época das cavernas, todos fossem iguais, não. Não eram. O que acontece é que nosso mundo é formado pela moral, pelas normas e regras, por convenções que “ajudam” o convívio social.
Mas nada disso quer dizer que não existam os “diferentes”. Sim, existem os que já são diferentes ao extremo (talvez eu) e são justamente essas pessoas que não conseguem se encaixar na sociedade, pois mesmo com nossas semelhanças, mesmo com tudo, as pessoas não entendem (falo assim por me considerar mente aberta), quem sabe elas entendam algum dia, ou não.

sábado, 7 de maio de 2011

mudar o mundo. . .

De um tempo pra cá eu descobri que talvez tenha vocação para ser gremista. Não, eu não tô a fim de deixar de ser Flamenguista Corintiana, isso nunca (ainda mais com o Flamengo Campeão do Campeonato Carioca e o Corinthians na final do Paulista). Enfim, tô falando que eu talvez tenha vocação para participar de forma atuante em um grêmio estudantil. Após uma amiga me convidar para uma chapa para instalar uma grêmio na escola, eu comecei a me interessar sobre e o assunto e a tomar gosto pela coisa.
Quem acompanha o blog e quem me conhece pouco deve tá pensando: “como é que essa garota que posta tanta merda quer entrar para um grêmio?!” Confesso que até eu no começo pensei parecido, mas como eu sempre gostei de protestar, discutir e participar de qualquer coisa que tivesse a ver com a justiça, comecei a me interessar. Primeiro, eu sou totalmente contra a prática de ficar reclamando de tudo e de todos e não fazer nada pra mudar; sou contra injustiças e sou totalmente a favor da ideia de que, como já dizia o Rodrigo Netto (falecido integrante do Detonautas), juntos podemos mudar o mundo.
Cara, não adianta eu ser aluna de Meio Ambiente, passar 6 dias por semana, 5 horas por dia estudando maneiras de salvar o mundo, se dentro da minha própria escola eu não puder fazer nada pra mudar. Se eu não puder fazer algo pra ajudar um lugar que eu frequento todos os dias, que estão os meus amigos e pessoas que eu conheço, um lugar que não circulam nem mil pessoas, que dirá salvar o mundo com seus bilhões de habitantes.  Então tá decidido, eu vou despejar meu suor e meu sangue se for necessário, eu vou lutar por aquilo que eu acredito.
Cansei, a verdade é essa, não eu não vou parar de ficar triste à toa, chorar a à toa ou reclamar de algumas besteiras que ainda me atormentam, mas vou tratar de ocupar o meu tempo com coisas mais úteis. Vou transformar os meus problemas e vitórias pessoais em força, correr atrás dos meus ideais. E sabe do que mais?! Eu sei que isso vai me fazer bem, aliás, fazer o bem faz bem. E eu acho que você também pode tentar. Não tô dizendo pra entrar em um grêmio, até porque eu sei como cansa (chapa, campanha, discussões, assembléias, burocracia e o inferno), mas você pode ajudar alguém, pode mudar alguma coisa no mundo.
Não precisa fazer aquelas mudanças bruscas, que pra ser sincera nem trazem tantos resultados, não precisa comer só comida orgânica, reciclar tudo, adotar um animal e fazer uma horta. Essas coisas seriam bem bacanas, mas você pode fazer coisas menores que ajudam, nem que seja ceder a cadeira do ônibus pra um idoso, gestante ou deficiente, nem que seja ser mais educado e dizer as “palavrinhas mágicas” que a professora do maternal ensinou, nem que seja ser sincero e dizer aquilo que pensa (não vai ser tipo o “Senhor Verdade” só não vai ter que deixar algumas coisas entaladas), nem que seja lutar pelo que acredita, ter um ideal, não ser hipócrita, estúpido, grosseiro e idiota.
Ah, poucas ações podem até gerar frutos bem maiores que montar um grêmio, virar revolucionário e lutar contras as injustiças do mundo, sem falar que cansa menos e não são todas as pessoas que tem a disposição que eu adquirir de passar horas filosofando. Então, comece a fazer o bem com você mesmo e com os seus próximos, mudar um mundo vai ser só mais um passo.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Preconceito

Preconceito maldito e nojento. Sim, odeio o preconceito. E se duvidar vão dizer que eu tô sendo hipócrita e que eu tenho preconceito com o tal do preconceito. Hoje em dia virou uma espécie de modismo se falar sobre “bullying” e preconceito. Mas sabe do que se deve falar?! Deve-se falar que as pessoas são muito é ignorantes. Isso mesmo, ignorante é o que elas são e se duvidar você também é, do mesmo jeito que eu que me digo muito mente aberta e talz posso ser. 
Aquela bendita frase clichê agora vem bem a calhar, afinal “Ser diferente é normal”. Muito normal por sinal. O que faz de uma pessoa negra, de uma pessoa deficiente, de uma pessoa pobre, de uma pessoa homossexual, de uma pessoa nordestina pior que as outras?! O que hein?! Diga-me! O que há de errado em um baixinho ou em um altão, ou mesmo em um magrinho ou em um gordinho?! E me diga: VOCÊ TAMBÉM NÃO VAI FICAR IDOSO?! Sim amor, você vai envelhecer! E qual o problema se quando você tiver um filho ou filha, ele decidir ser homossexual?! Você o amará menos?! O importante não é ele ter bom caráter?!
E o que você fará se me olhar na rua e eu tiver com um puta alargador e cheia de tatuagens e piercing?! E por que o rock que eu ouço tem que ser do Demônio?! Por que as músicas dos funkeiros, dos coloridos e do pessoal que ouve axé é um lixo?! Tipo, eu particularmente não curto, mas isso porque não combina com o meu estilo, mas isso não quer dizer que eles não tenham algum talento. Por que a sua religião é a mais correta?! Por que você não pode aceitar o meu estilo?! Por que as pessoas que vão pro shopping têm que ser anormais?! Eles podem realmente estar ali só pra chamar a atenção ou existem alguns que realmente acreditam naquilo que vestem.
Se um ex-detento após cumprir sua pena ou mesmo ser declarado inocente, está procurando um emprego, é porque quer mudar de vida, quer ser honesto. Ou você já viu um ladrão trabalhar (não eu não tô falando dos políticos. E nem eu estou sendo preconceituosa com eles, mas que político rouba, rouba)?! Se ele está tentando se redimir as pessoas não dão chance, ai depois vão reclamar que eles não tentam mudar de vida.
E o mais engraçado é que o preconceito hoje em dia ocorre até mesmo com as pessoas que estão dentro do tal padrão de “perfeição”. Nos dias atuais qualquer porcaria é motivo de piadas, provocações e recriminação da sociedade. A sociedade consegue ser cruel e denegrir com todos aqueles que não se encaixam. Ah velho, então será que não é mais fácil sermos substituídos por andróides (não tô falando da que tem na novela) pra suprir todas as nossas imperfeições?!
Enfim, fica a dica, antes de ter uma ideia formada sobre alguém sem nem ao menos conhecê-la, ter uma ideia baseada nas aparências ou mesmo naquilo que você ouve falar sobre a pessoa, a conheça primeiro, tire as suas próprias conclusões, você pode se surpreender. Nós todos somos humanos, nós todos temos direito de estar aqui e a partir do momento em que as pessoas se conscientizarem que somos todos diferentes e são justamente as nossas diferenças que fazem com que o nosso planeta seja tão incrível, muita coisa pode mudar.

Looping

Tudo bem que eu não sou uma garota muito comum, não tenho vários hábitos e gostos que possuem as garotas da minha idade e tenho certa loucura e bipolaridade, mas uma coisa que não muda é a curiosidade, sim, eu sou curiosa por demais e pior às vezes mesmo sem querer eu acabo sabendo de histórias alheias e uma coisa que cada vez mais tenho percebido é a facilidade dos jovens de “ficar” sem compromisso, sem apego, parece que as pessoas agora têm fila e não mais coração.
E se engana quem pensa que isso é artigo de luxo para os garotos apenas. As meninas estão cada vê mais embarcando nessa, mas claro que até nisso tem o machismo da sociedade, pois quando o garoto fica com um monte de garotos e às vezes nem mesmo lembra o nome das garotas ele é considerado o galinha, o pegador, o garanhão, o Don Juan. Mas quando é uma menina que fica com mais de um, ou mais de dois garotos ela é considerada a puta, a “pirigueti”, a safada, a piranha... Mesmo que as pessoas não comentem abertamente, por trás é uma recriminação enorme, até mesmo das próprias meninas.
Mas por que isso?!  Por que do preconceito?! Ou melhor, por que tem sido tão volúvel esse apego das pessoas?! Por que da fragilidade de relacionamentos hoje em dia?! Por que dessa confusão de sentimentos?! Por que dessa fidelidade tão frágil nos dias atuais?! Não confundam a temática com dor de cotovelo, com (como dizem por ai) estar na seca, com dor por já ter sido traída, nada disso é verdade, o fato é que analisando ultimamente histórias verídicas eu fiquei refletindo sobre isso.
Na época dos meus avôs ficava-se logo noivo e casava, na época dos meus pais já havia de cara o namoro, depois passou pro ficar, agora já tá no pegar. Sim, agora é todo mundo pegando todo mundo, agora em festas ou até mesmo em escolas são vários ficas, vários pegas, vários rolos. Conheço casos que após um único “fica” acham que o amor já está presente e começam um namoro e uma semana depois eu já os vejo com outros. Hãm?! Esses amores estão ficando frágeis ou será que eu tô esquecendo de “evoluir” (ou será regredir?!) com as pessoas da minha idade?! Não que eu nunca tenha ficado uma única vez, claro que sim, mas eu lembro os nomes, eram amigos, assim como são até hoje. Não que eu nunca tenha namorado, namorei sim e acabou nunca planejei casamento ou coisa do tipo pra vida inteira, mas havia seriedade, sentimento e compromisso (pelo menos da minha parte).
Não quero bancar a politicamente correta ou mesmo falsa moralista, eu só quero entender o que leva as pessoas a usarem assim umas as outras. Sim, o termo é exatamente este, as pessoas estão se usando para meios exclusivamente físicos e depois todas as palavras ditas (quando há troca de palavras!) são diluídas ao vento.  Tem gente que diz: “Enquanto não aparece a pessoa certa, eu me divirto com as erradas!” Mas como saber qual a certa no meio de tantas?! Mais capaz de a pessoa “certa” aparecer e sair correndo após ver o qual “desinteressado” com os sentimentos alheios o outro pode ser. E, aliás, qual o padrão pra ser a tal “pessoa certa”?!
Enfim, eu não sei a resposta pra nenhuma das perguntas feitas e nem sei se algum dia eu vou conseguir compreender tais mentes praticantes da tal “pegação”, mas ainda vou ficar na curiosidade sobre o fato que assombra os corações humanos. Mas sabe, eu ainda tenho lá no fundo, no fundo, a teoria que as pessoas ao mesmo tempo em que tem medo da solidão, tem medo do apego. Será?!

sábado, 23 de abril de 2011

Amoor nojeento --'

Ouça ao som de All Around Me - Flyleaf #ficadica

Sempre achei que esse amor era coisa de quem não tinha nada melhor para fazer. Eu só o sentia porque estava infeliz naquela vida pacata. Só por isso. Resolvi então agitar a vida pacata. E comecei a sair mais de casa, enxergar as pessoas ao meu redor, mais passeios, mais festinhas. Amor é coisa de gente pacata e agora que eu tinha uma vida agitada, poderia, finalmente, mandar esse amor embora. Tchau, coisinha besta.
Nada feito. Só piorou. Acordava e ia dormir com ele engasgado aqui. Ficava inconformada. Mas aí concluí: amor é coisa de quem tem tempo pra pensar nele. Claro, mesmo com a semana agitada entre escola e projetos, eu fico em casa o fim de semana todo, alegando cansaço, no silêncio das minhas coisas, claro que acabo pensando besteira. Aquele papo de mente desocupada casa do diabo, sabe? Amor do diabo. Fui procurar Jesus.
Depois de várias igrejas e de ler sobre tudo quanto é religião, achei que ficaria tudo bem. Ficou nada. Eu só parei de sonhar que botava fogo no apartamento do ser amado ou que arrancava os olhos de todas as mulheres do mundo. Parei, talvez, de odiar o amor. Mas o amor, na verdade, ficou lá. Duro que nem pedra. Daqueles que não vão embora nem com reza brava.
Amor adolescente, pensei. Com certeza, se eu virar mulher, esse amor bobinho passa. Amor de menina boba. Tratei, então, de virar mulher. Quem sabe mudando o visual, esse amor não se mudava de mim? Nada feito. Cabelo novo, roupas novas, sapatos novos, novos problemas para resolver. E o mesmo coração idiota. O mesmo amor de sempre. Coisa chata, não?
Ah, que que é isso! Amor deve passar com um novo amor, não? Olha lá aquele menino bonito te olhando, o outro que escreve bonito, o outro que te faz rir um monte, tem também aquele ali, com olhar atraente. Nada. Nenhum deles foi capaz de me salvar, de substituir minhas células cansadas em sentir sempre a mesma coisa. Nenhum foi capaz, nem por um segundo, de me levar para passear em outros tormentos. Ou outras alegrias. Qualquer outra coisa que seja.
Aí veio a idéia brilhante. Será que se eu mergulhasse de cabeça na estupidez desse amor, não me curava? Será que se eu, por um minuto apenas, parasse de sentir tudo isso de dentro da grandiosidade que eu inventei para tudo isso e enxergasse de perto como tudo é tosco e pequeno, eu não me curava? Só piorou. De frente para ele e suas constatações tão absurdas a respeito de tudo, só consigo sentir ainda mais amor. E quanto mais e maiores motivos para não sentir, ele e a vida me dão... Adivinhem? Sim, o amor cresce. Irresponsável, sem alimento, sem esperança e de uma burrice enorme. Ainda assim, forte e em crescimento.
Mas esse amor, ah, esse amor é coisa de quem não ama a própria vida. Se um dia, um dia eu pudesse realmente ser uma blogueira. Ou até, nossa, se eu pudesse trabalhar no grêmio sabe? Esse amor iria embora, claro. Nada feito. Estou aqui graças a minha maior qualidade: ser decidida. Sim, isso só não funciona pro amor, mas pra todo resto na minha vida acreditar sempre funcionou. Tudo certo com a minha vida. Ou quase tudo certo. Ainda sinto esse amor ridículo. Essa coisa infernal que me vence todos os dias, todos os minutos. Quantos bons amigos me admiram e me elogiam. Ainda bem que alguém além de mim acredita em mim. É tanta coisa boa acontecendo, tanta gente boa se aproximando que tá na hora de acordar. Enxergar. Receber.

Taí. Tá bom. O amor venceu. Você venceu. Venceu. Venceu. Venceu. E eu acabo de descobrir, simples assim, a única maneira de me livrar desse sentimento: aceitando ele, parando de querer ganhar dele. Te amo mesmo, talvez pra sempre. Mas nem por isso eu deixo de ser feliz ou viver minha vida. Foda-se esse amor. E foda-se você.
                                                                                              Adaptação de um texto da Tati Bernardi, miinha musa.

felicidade

Esses dias eu não tinha escrito nada pra postar. . . Por quê?! Ora, porque eu estava aparentemente feliz e eu só consigo escrever algo quando tô numa tristeza nojenta #fato. Por quê?!²  Pra dizer a verdade, nem eu mesma sei, acho que por causa dessa minha loucura, eu nem tô gostando mais dessa tal de felicidade.
Sim, todo mundo procura tanto por ela, eu mesma em postagens anteriores citei sobre ela, mas agora descobri que ela cansa. Sim, ser feliz cansa muito. Cansa ter que ficar rindo, cansa ter que amar todo mundo, aturar todo mundo, ser simpático e agradável com todo mundo, cansa a mesmice de tudo, ter que ser bacana, cansa não reclamar de nada, cansa não chorar por nada, aliás, pra mim isso virou uma alegria momentânea ou mesmo uma espécie de burrice, porque pra mim felicidade não é isso, não pode ser, já que passados pouquíssimos instantes eu não poderia cansar dela.
Mas perai. . .  Se felicidade não é isso. . . Que infernos é a “felicidade”?! Segundo o “o pai dos burros”, o Seu Aurélio: sf. 1. Qualidade ou estado de feliz. 2. Bom êxito; sucesso. Feliz: adj2g. 1. Ditoso, afortunado. 2. Contente, alegre. 3. Bem-sucedido. 4. Bem lembrado. Eu não acredito que passemos tanta parte do nosso tempo procurando por algo tão, tão. . . Ah... Tão vago. Eu realmente esperava mais e por isso, comecei a filosofar com amigos sobre a felicidade e acho que descobrimos de fato o que é.
Não existe e nem nunca vai existir alguém 100% feliz, até porque rir de tudo não é felicidade, é demência ou como diria o Frejat é desespero. A gente procura tanto por algo que só depende da gente, ou seja, a gente perde muito tempo, procurando algo que está dentro de nós. Como assim?! Ah, ainda não entendemos que nossos maiores inimigos somos nós mesmos e isso que mais nos atrapalha. Quando conseguimos nos acostumar com isso fica bem mais fácil.
Para encontrar é preciso aproveitar a presença das pessoas amadas, da nossa família, dos nossos amigos e daquela nossa metade da laranja, mas se ainda não encontramos ou se ela nos machuca, ou se a perdemos, a felicidade é procurá-la, é lutar por ela ou simplesmente aceitarmos que estamos nos iludindo ( o príncipe na armadura brilhante na verdade é só um idiota enrolado em papel alumínio) e partir pra outra. É preciso aprender a cair, sim, é necessário que a gente aprenda com os nossos erros, é necessário que contemplemos o mundo ao nosso redor. Que agradeçamos tudo o que temos, pode ser clichê, mas várias pessoas no mundo dariam tudo só por um pouquinho que a gente tem, vários jovens pedem todo dia um computador como o que você tá em frente agora.
Pra estar feliz é preciso alcançar a paz interior, a sensação de liberdade, de força, de calma e mesmo de euforia. Pra ser feliz não é preciso de milagres, basta acreditarmos em nossos sonhos e não em utopias, basta acordar bem e levantar a cabeça pra enfrentar o mundo.  Basta um elogio, uma palavra amiga, uma demonstração de afeto de alguém querido.  A felicidade tá em coisas tão pequenas, mas que ao mesmo tempo são tão grandiosas, que nós de tanto perdermos tempo nos iludindo não percebemos. Felicidade pode ser também chorar horrores. Por que não?!  Você sabe bem que aprenderá bastante com ele, felicidade é o equilíbrio do choro e do riso, da paz e da guerra interior, é o mundo dos sonhos e da realidade. 
Cada um é feliz do modo que lhe convém.  Até porque felicidade é isso, ou talvez não. . . Isso depende de você. . .