quarta-feira, 27 de abril de 2011

Looping

Tudo bem que eu não sou uma garota muito comum, não tenho vários hábitos e gostos que possuem as garotas da minha idade e tenho certa loucura e bipolaridade, mas uma coisa que não muda é a curiosidade, sim, eu sou curiosa por demais e pior às vezes mesmo sem querer eu acabo sabendo de histórias alheias e uma coisa que cada vez mais tenho percebido é a facilidade dos jovens de “ficar” sem compromisso, sem apego, parece que as pessoas agora têm fila e não mais coração.
E se engana quem pensa que isso é artigo de luxo para os garotos apenas. As meninas estão cada vê mais embarcando nessa, mas claro que até nisso tem o machismo da sociedade, pois quando o garoto fica com um monte de garotos e às vezes nem mesmo lembra o nome das garotas ele é considerado o galinha, o pegador, o garanhão, o Don Juan. Mas quando é uma menina que fica com mais de um, ou mais de dois garotos ela é considerada a puta, a “pirigueti”, a safada, a piranha... Mesmo que as pessoas não comentem abertamente, por trás é uma recriminação enorme, até mesmo das próprias meninas.
Mas por que isso?!  Por que do preconceito?! Ou melhor, por que tem sido tão volúvel esse apego das pessoas?! Por que da fragilidade de relacionamentos hoje em dia?! Por que dessa confusão de sentimentos?! Por que dessa fidelidade tão frágil nos dias atuais?! Não confundam a temática com dor de cotovelo, com (como dizem por ai) estar na seca, com dor por já ter sido traída, nada disso é verdade, o fato é que analisando ultimamente histórias verídicas eu fiquei refletindo sobre isso.
Na época dos meus avôs ficava-se logo noivo e casava, na época dos meus pais já havia de cara o namoro, depois passou pro ficar, agora já tá no pegar. Sim, agora é todo mundo pegando todo mundo, agora em festas ou até mesmo em escolas são vários ficas, vários pegas, vários rolos. Conheço casos que após um único “fica” acham que o amor já está presente e começam um namoro e uma semana depois eu já os vejo com outros. Hãm?! Esses amores estão ficando frágeis ou será que eu tô esquecendo de “evoluir” (ou será regredir?!) com as pessoas da minha idade?! Não que eu nunca tenha ficado uma única vez, claro que sim, mas eu lembro os nomes, eram amigos, assim como são até hoje. Não que eu nunca tenha namorado, namorei sim e acabou nunca planejei casamento ou coisa do tipo pra vida inteira, mas havia seriedade, sentimento e compromisso (pelo menos da minha parte).
Não quero bancar a politicamente correta ou mesmo falsa moralista, eu só quero entender o que leva as pessoas a usarem assim umas as outras. Sim, o termo é exatamente este, as pessoas estão se usando para meios exclusivamente físicos e depois todas as palavras ditas (quando há troca de palavras!) são diluídas ao vento.  Tem gente que diz: “Enquanto não aparece a pessoa certa, eu me divirto com as erradas!” Mas como saber qual a certa no meio de tantas?! Mais capaz de a pessoa “certa” aparecer e sair correndo após ver o qual “desinteressado” com os sentimentos alheios o outro pode ser. E, aliás, qual o padrão pra ser a tal “pessoa certa”?!
Enfim, eu não sei a resposta pra nenhuma das perguntas feitas e nem sei se algum dia eu vou conseguir compreender tais mentes praticantes da tal “pegação”, mas ainda vou ficar na curiosidade sobre o fato que assombra os corações humanos. Mas sabe, eu ainda tenho lá no fundo, no fundo, a teoria que as pessoas ao mesmo tempo em que tem medo da solidão, tem medo do apego. Será?!

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